AS MÃOS QUE EU TANTO AMEI
De minha amada mãe
De minha amada mãe
Suas mãos não eram tão delicadas,
uma tinha os dedos esguios
e a outra, meio atarracados,
ambas, entretanto,
tão suaves e macias
e com unhas bem tratadas;
Uma, tricotava e crochetava,
e como fazia bem!
enquanto a outra escrevia e desenhava,
e com que falicidade,
mas ambas costuravam
e eram muito prendadas.
Ah! quanto à cozinha,
eram excelentes quituteiras,
uma, de origem bem nordestina,
e a outra, bem paraense,
para mim, ambas eram meu apoio,
minha força, segurança e firmeza,
mas, acima de tudo,
quando me afagavam,
eram só delicadeza;
mas o melhor de tudo,
era uando uma me abençoava
e a outra era por mim abençoada.
E agora, que faço dessas lembranças????
que me deixavam louca e solitária
pois as últimas vezes em que as vi
foram paradas...
no peito cruzadas...
e para sempre
paradas... paradas... paradas!!!

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