Ser consumidor é ser cidadão, constatação que talvez seja uma das melhores lições aprendidas nestes anos de vigência do Código de Defesa do Consumidor(CDC). Durante sua vigência, a sociedade se modernizou, o consumo se ampliou, chegaram novidades como a Internet, mas o CDC ainda é atual apesar de haver áreas que precisam ser aperfeiçoadas por causa do surgimento do comércio eletrônico.
Pode ser que falte alguma coisa nele, mas a lei é atual. Precisamos brigar hoje para que ele seja preservado, o que por sinal deveria ser um dos primeiros compromissos dos dirigentes deste país.
E isto porque hoje, somos mais consumidores do que cidadãos pois aprendemos a defender nossos direitos junto às empresas que nos fornecem os produtos de consumo, entretanto ainda vacilamos na ação política para defender nossos direitos junto ao Estado.
Mas a verdade é que o CDC foi o responsável por mudar a visão das empresas sobre o consumidor, iniciando com os rótulos dos produtos. Pessoalmente credito os problemas das relações de consumo que existem em nosso país à não aplicação efetiva da lei.
A falta de ligação entre os órgãos públicos e privados de defesa do consumidor, é uma das grandes responsáveis pelo elevado números de ações consumeristas na Justiça.
São as situações crônicas, como os problemas com telefonia e planos de saúde, que não são resolvidos como deveriam sê-lo, daí entendermos que as questões principais do consumo têm que ser resolvidas de uma tacada só, e não no varejo.
Penso mesmo que há necessidade da educação para transformar as crianças de hoje em consumidores conscientes no amanhã, inclusive a da valorização do consumo sustentável.
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