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LEMBRANÇAS QUE O TEMPO NÃO LEVOU 







Durante 22 anos seguidos, mantivemos publicamente Conversa Dominical,  Cronicas,  Poemas, Gossips, enfim de tudo ou quase tudo que a mente e o coração nos ditavam, guardamos algo que acreditarmos ser maravilhoso.  Por isso, pedimos vênia para compartilhar com amigos e amigas que nos aceitam.  Por ex: em 04 de setembro de 1994, escrevemos: “ Foi uma grande e feliz surpresa recebermos a revista “Trimestral de Jurisprudência dos Estados”, em seu volume nº 123 de abril 1994, publicada pela Editora Jurid Vellenich Ltda, em São Paulo. Por que grata e feliz surpresa?    Ora, é evidente,  assim me sinto porque exatamente neste número 123, na revista mencionada, foi publicado o trabalho de nossa autoria, “Dano”.   Participar de uma revista que tem como Conselheiros e Colaboradores nomes como Sidney Sanches,  Alberto Silva Franco,  Athos Gusmão Carneiro, Humberto Theodoro Jr, Ives Gandra da Silva Martins, dentre tantos outros, deixa-nos feliz e com vontade de estudar cada vez mais”. 

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Mas  até quando vamos continuar com esta falta de segurança generalizada pelo país?  Pretendia viajar de carro até Petrolina a fim de visitar uns amigos,  mas as noticias são as piores possíveis com tanta insegurança nas estradas e perigos de toda espécie.  E a juventude que estuda em período noturno?   Enquanto isso,  por aqui está ficando cada dia mais perigoso e apesar do grande esforço de nossas Polícias Civil e Militar, a bandidagem aumenta a cada dia que passa deixando-nos expostos a perigos e mais perigos. Pobre de nossas crianças cujo  futuro se nos afigura aterrador.

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E a querida Desembargadora Shelma Lombardi de Kato escreve-nos dando informes do Congresso Internacional da Associação Nacional de Magistradas, realizado em Roma em maio p.p. A Associação Nacional que integra a Internacional (IAWJ- tendo eu a honra de ser membro de ambas),  foi constituída para promover os direitos e interesses das mulheres em todo o mundo,  através de ações que contribuam para a justa administração da Justiça,  já tendo promovido dois grandes eventos internacionais,  o primeiro em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos, e o segundo,  a Conferencia Internacional de Roma,  que reuniu integrantes de 50 países e mais de 200 participantes.  A Desa.Shelma representou o Brasil tanto na Conferencia como no “Human Rights Workshop”  sob a coordenação da Prof ª Ann Goldstein,  PhD da Faculdade de Direito da Universidade de Georgetown, em Washington, D.C.

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Gostei do trabalho que a Escola John F.Kennedy está apresentando, inclusive nas últimas reuniões de Pais e Mestres sobre o modelo de educação que os pais estão adotando para seus filhos no Brasil de hoje. O panfleto que foi distribuído é muito interessante apresentando alguns tópicos como vemos a seguir: Como educar e para quê?   São perguntas que normalmente ouvimos entre educadores,  pais e pessoas com atividades educacionais.  O papel da escola tem sido discutido com freqüência e embora as instituições persigam um linha filosófica determinada,  por vezes se esbarram no tipo de educação que os educandos vêm recebendo em família.  Não é a prática normal,  nem tão pouco freqüente,  pais que discutem entre si o modelo da educação a ser adotados pelos seus filhos;  comum é a insegurança tomar conta de jovens pais, sob a alegação de que seus filhos são ainda muito pequenos,  adiando o momento de começar a educá-los ou de seguir uma determinada linha de educação e na maioria das vezes guiados pelo bom senso,  pelo coração.

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É verdade que os pais de hoje,  querem ser amigos dos filhos.  Querem afastar-se daquele modelo autoritário de educação que receberam,  para não verem repetir os erros cometidos no passado.  São pais indecisos diante de uma postura de “pai liberal”,  “pai moderno” tendendo para um liberalismo exagerado que recai fatalmente em uma permissividade.   Sem que percebam, estão cometendo um erro ainda maior que é o de estar formando personalidades agressivas.
Quando percebem,  nem foram rígidos como seus antecessores nem tão pouco conseguiram obter um relacionamento de troca, de diálogo com a criança, e então é comum ouvirem-se lamentos como: Onde foi que eu errei?!?!   Não sei mais o que fazer com esse menino(a)!

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Procurar corrigir falhas na educação,  em todas as instâncias já é por si tarefa árdua.   Isto se torna ainda mais  difícil de observarmos em nossa sociedade,  uma inversão de valores crescente,  aumentando portanto nossas aflições enquanto pais e educadores.  Persistem as interrogações: como educar e para quê?

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A opção por uma educação que repasse conceitos éticos como: honestidade, honradez, respeito, responsabilidade, etc ..., implica em refletir que o Brasil de hoje não apenas o “... mais apto sobrevive...”,  de acordo com a velha e acertada Lei de Darwin,  mas,  infelizmente o mais esperto sobrevive e se “dará bem” na vida, pois convivemos com corrupção,  impunidade e injustiças sociais as mais diversas.
A família está duvidando dos valores éticos devido a uma grave crise social que o país está atravessando.  Criar os filhos de forma a fazê-los levar vantagens em todas as situações.  Usar meios pouco recomendáveis ( eticamente) para alcançar os fins enfim,  não serem os “bobões” da sociedade do amanhã,   poderão vir a ser atitudes da família na formação do cidadão do futuro.

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E de repente fico a pensar na falta de humildade de certas personagens que até parecem inexistentes, pois quando se pegam em certas posições tendem a assumir ares quixotescos e aí então... é um Deus nos acuda. Alguns até recusam em receber parentes menos afortunados... Dá para acreditar?  Seria bom que pensassem no seguinte adágio: “Lembra-te que ao subires e alcançares o topo da montanha terás que descer e,  a descida  é sempre tão solitária e íngreme...”.

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Continuemos nossa jornada por esta senda, que entendo representar um mar, ora sereno,  ora revolto,  mas de todo modo,  tentemos levar nossa embarcação para um porto seguro e tranqüilo.  Que o amor abrilhante nossos dias para que assim possamos abrilhantar os dias de nossos companheiros de jornada.

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